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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

das cantadas mau sucedidas



Uma das coisas mais deprimentes que a solteirice nos proporciona, minhas cumadres, é a tal da cantada mau sucedida. Aquelas que fazem a gente pensar que merecia um illustrator na edição do texto do bonitão. Incrivelmente ruins, nos remete a mais uma dúvida de tantas que o estado civil solteira nos proporciona: dar aquele fora que vem na ponta da língua ou respirar fundo e fingir que não é com você?
São tantas bizarrices que os filhos de Adão atiram julgando ser nossos ouvidos verdadeiros pinicos da vovó, que estou montando um glossário, digno de diário de campo de uma antropóloga que pretende fazer uma observação participante para análise etnográfica. Começo hoje um ensaio das três piores que escutei nos últimos tempos.


Cantada Djavan - Aquela que o cara pensa que está impressionando mas na verdade é um grande mico.
De madrugada eu já pagava a conta quando escutei:
- Solteira?
- Sim, mas fechada pra balanço.
- Eu posso ser o peso da sua balança!
Consideração 1 : de onde ele tirou que eu havia falado balança e não balanço?
Consideração 2: Presunçoso não?


Cantada Papagaio de Pirata - Aquela que pega carona numa determinada situação. Essa acontece bastante com mocinhas fumantes e sempre tem o álibi: me empresta teu isqueiro?
Foi assim que aconteceu numa noite em que eu e mais duas amigas bebíamos e fumávamos, não necessariamente nessa mesma ordem, com fortes intercaladas de boas risadas. Entre uma e outra baforada, o carinha disparou:
- Eu já pedi tanto o teu isqueiro que é melhor eu sentar aqui.
- De jeito nenhum querido.
- Jura por Deus?
- Juro por Deus, Maomé e Jeová.
Consideração Única: Ele mereceu o fora que levou.

Cantada Jonny Bravo - Quando o macho alpha se sente o gostosão, imprescindível, único, e entre tantos adjetivos é um grande paspalhão. Essa acontece quase sempre com metrossexuais, é incrível, mas é fato.
Eu estava dançando sozinha, quando me aparece aquele metro e me diz:
- Você merece alguém bonito como eu.
- ?????
Consideração Única: Fingi que não era comigo.
Dá pra tu? Aconteceu, virou manchete.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aconteceu, virou manchete: Homo sapiens fujões.

Que é da natureza da solteirice nossa de cada dia entrarmos em algumas frias em forma de promessa do suposto grande amor, todas nós cansamos nossas cútis em saber. É sabido ainda por toda gata borralheira que por aqui passou, que muitos machos alphas são deprimentes e dá preguiça só de pensar o que as espera na saga diária que é estar solteira.

Na nova série que é inaugurada hoje poderemos acompanhar as enrascadas das nossas imagem semelhantes mundo a fora que, gentilmente compartilharão suas histórias, contos e causos que só o estado civil solteira proporciona.

O Aconteceu, virou manchete de hoje vem da linda, loira e bem resolvida Raffaella que teve o desprazer de deparar-se com um exemplar da espécie dos homo sapiens fujões. É, minhas amigas, mesmo sendo um mulherão não estamos imunes em cair no infeliz conto do vigário que, no caso da Raffaella, caiu no conto do místico, sim porque o boy era desses carinhas que se dizem entender coisas sobre cosmos, estrelas e tudo que venha do oculto, mas na verdade, não passou de um grande charlatão.

A situação ficou ainda mais feia, quando o moçoilo deu o famoso 'zignal', num número de ilusionismo à la David Copperfield, o moço escafedeu-se e nem deixou um bilhetinho de 'já não te quero mais'. Pois é solteiras, pasmem, o indivíduo deixou a loiraça chupando o drops da espera sem resposta. Ele aproveitou uma viagem que ela fez à trabalho para dar no pé. 'Rapá', isso não se faz.

O paspalhão que a Raffa se deparou ainda foi além. O carinha quis dar um cano nela, a criatura não queria devolver o celular que ela tinha dado para comunicar-se com ele. Pirangueiro, unha de fome e mão de vaca, ele esqueceu todas lições de cavalheirismo. 'Peraê cumpadi'. Devagar com o andor que o santo é de barro. A loiraça Raffa, pós moderna toda, pagou a conta não só dos bares e restaurantes por onde passaram, ela teve que pagar a conta do desprezo quando ele não quis mais continuar o love story.

Gente, se tem algo mais decadente nesse mundo de meu Deus é a pessoa que não se assume. Se não está mais a fim, jogue a toalha e peça pra sair zerodois. Mas avisa 'véi'. É muito feio fugir. Covardia esconde atrocidades. 'Tu é frouxo é'? E como diz meu padim padi Xico Sá, 'seje homi'. Invente qualquer desculpa que valha, diga que foi abduzido por uma galega peituda que veio de Marte. Mas fale. Hable. Tenha um teti a teti, jogue na real meu velho. O que custa? É melhor pra todos os lados. Além de ser mais leal.

Raffa percebeu que estava sendo passada para trás e tratou logo de entender em qual parte da história ele tinha esquecido de avisá-la que era um enrolão. Mas as respostas foram pífias. Tudo era uma grande mentira.

A solteira Raffa, desenrolada toda, correu léguas. Hoje, bem resolvida, dá risada do espetáculo circense que ele montou, com direito a juras de amor eterno e fuga do picadeiro que, no momento, já havia pegado fogo.

Esta história foi contada por Raffaella, a sua pode ser a próxima. Conte-nos tudo, não esconda nada. Mande sua saga para o e-mail milla.iumatti@gmail.com, contando causos da solteirice vossa de cada dia, vale tudo, mas deixe especificado se você quer ou não que sua identidade seja divulgada. Os nomes das solteiras só serão divulgados com a prévia autorização. Ah, os nomes dos brotos legais não serão divulgados em hipótese alguma, não vamos fazer aqui uma cruzada contra os loroteiros de plantão né? Ademais, são tão iguais que nem precisa.

E a saga da Raffa tem trilha sonora e ela é cantada por ninguém menos que ele, Chico, o Buarque.